Gripe, resfriado e alergia

Gripe, resfriado ou alergia?

Gripe, resfriado ou alergia?

Você sabe dizer qual a diferença entre uma gripe ou um resfriado?

Todo mundo se confunde e as dúvidas ficam ainda maiores quando as crises alérgicas também fazem parte do quadro clínico do paciente. Esse cenário é bastante comum durante o inverno e, bastam os termômetros diminuírem suas temperaturas, que gripes e resfriados começam a aparecer assim como os quadros de sinusite, rinite, bronquite e asma.
Mas será mesmo que a culpa toda é da baixa temperatura? De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Leforte, Dr. Jamal Azzam, a culpa não é só do frio ou da falta de agasalho e sim, da alta concentração de poluentes na atmosfera, da baixa umidade relativa do ar e da falta de cuidados específicos que devemos ter nessa estação. Especialmente se houver uma baixa imunidade do organismo neste momento.

Permanecer em locais com portas e janelas fechadas, com excesso de gente e com pouca circulação de ar é sem dúvida uma atitude não recomendável! Nessas condições, os vírus se propagam com mais facilidade e velocidade. Portanto, quando você entrar em um ônibus e a janela estiver fechada, a ordem é abrir essa janela para manter a circulação do ar. Nada de confinamento!

Lavar as mãos com maior frequência é outra regra importantíssima. Gripe e resfriado são causados por vírus e outras centenas de doenças são causadas por bactérias, que ficam em nossas mãos quando tossimos, espirramos ou limpamos as secreções nasais. E se for tossir ou espirrar, o melhor é proteger a boca com um lenço de papel do que com as mãos. Para evitar esse tipo de contaminação a ordem é lavar as mãos toda vez que cumprimentarmos alguém, quando tocarmos em um corrimão de alguma escada ou nas barras de segurança do metrô ou do ônibus, por exemplo. Usar álcool gel é sim uma boa pedida. Não esqueça de levar uma amostra em sua bolsa ou em seu bolso para qualquer emergência.

Agora quem sofre com crises alérgicas respiratórias também enfrenta problemas na estação mais fria do ano. Quem tem rinite alérgica piora, pois as crises são mais constantes, duram mais e são mais difíceis de tratar. Isso tudo favorece a instalação de uma infecção bacteriana e o quadro pode evoluir para uma sinusite. Com a bronquite e a asma não é diferente e algumas atitudes devem ser evitadas. Veja abaixo uma lista com dicas para evitar problemas respiratórios no inverno, além de gripes e resfriados.

• Não deixe janelas e portas fechadas. A circulação de ar é fundamental;
• Evite locais com aglomeração de pessoas;
• Respire pelo nariz e não pela boca. O nariz filtra, aquece e umedece o ar, tornando-o mais adequado para toda árvore respiratória;
• Mantenha a casa limpa;
• Evite usar roupas de lã ou com pelos;
• Evite contato com animais;
• Não fume;
• Não fique perto de nenhum fumante;
• Lave as roupas de cama (edredons, tapetes, lençóis, colchas etc);
• Exponha ao sol roupas de cama, tapetes, toalhas e casacos;
• Evite contato com bichos de pelúcia;
• Lave as mãos com frequência;
• Mantenha-se sempre hidratado. TOME ÁGUA O TEMPO TODO!
• Procure realizar uma alimentação equilibrada e coloque uma porção maior de frutas nas refeições. Prefira as ricas em vitamina C;
• Evite o uso de materiais de limpeza com cheiro forte;
• Evite a auto-medicação;
• Para aumentar a umidade do ar coloque uma toalha molhada na cabeceira da cama;
• Utilize os umidificadores de ar em dias em que a umidade do ar estiver muito baixa.

GRIPE Gripe afeta o corpo todo
• É uma infecção aguda causada por um vírus específico denominado Influenza.
• Seus principais sintomas são: febre, coriza, tosse, dor de cabeça e garganta, cansaço, dores no corpo e congestão nasal.
RESFRIADO Resfriado é restrito ao sistema respiratório
• É uma infecção aguda causada mais frequentemente pelo Rhinovirus.
• Geralmente não apresenta febre.
• Seus principais sintomas são: coriza e obstrução nasal.
• Pode ser facilitada por fadiga, fatores emocionais e alérgicos.
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Sobre o autor

Dr. Jamal Azzam

Dr. Jamal Azzam

Jamal Sobhi Azzam é médico formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1986 e especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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