Labirintite

Como sua alimentação pode interferir sobre o seu labirinto

Como sua alimentação pode interferir sobre o seu labirinto

Comumente qualquer pessoa que tem algum sintoma de perda do equilíbrio logo é tido como alguém que tem labirintite. Mas, afinal o que é que isso significa?

Inicialmente vamos entender o que é o labirinto, onde fica e para que serve. O labirinto é o órgão do ouvido interno responsável pelo comando de um complexo de integrações neurológicas que levam ao equilíbrio do corpo humano.

É através dele que nos mantemos em pé sem cair, com o controle dele é que andamos em linha reta e é pelo seu pleno funcionamento normal que sabemos, dentro do elevador, se ele está subindo ou descendo, mesmo de olhos fechados. Enfim, tudo que se relaciona com o equilíbrio do corpo humano passa pela ação do labirinto. Este funcionamento deve ser absolutamente perfeito e balanceado em ambos ouvidos, uma vez que as informações se cruzam e se somam, gerando então uma harmonia de sinais.

Labirintite é um termo genérico que diz respeito a um problema no labirinto, mas não especifica que tipo de problema está ocorrendo. É como se fala, relativamente à pressão arterial: hipertensão, ou seja, descreve o sintoma final, mas não correlaciona diretamente a causa.

No caso do labirinto, este pode ser afetado por inúmeras situações e em quaisquer idades. Isso mesmo! Crianças podem ter distúrbios do labirinto, adolescentes, jovens e idosos. Longe desta situação ser tipificada da terceira idade.

Causas mais comuns da labirintite:

• deslocamento anormal de “pedrinhas” que ficam dentro do labirinto
• aumento da pressão dos líquidos internos do labirinto (Síndrome de Menière)
• alterações do metabolismo da glicose e da insulina
• stress intenso e/ou persistente
• diminuição da microcirculação
• viroses
• traumas no crânio
• doença que cursa com a calcificação da base do estribo
• outras alterações metabólicas e endocrinológicas, como problemas na tireoide, colesterol, ácido úrico
• doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a sífilis
• problemas na coluna cervical
• distúrbios da ATM (articulação temporo-mandibular), geralmente relacionada a falhas dentárias ou problemas ortodônticos
• uso de medicamentos diversos, que podem ser ototóxicos
• exposição continuada e prolongada a ambientes ruidosos

Os sintomas podem chegar a ser desesperadores:

• tonturas, que podem ser giratórias ou não
• tonturas giratórias são caracterizadas pela sensação de que o mundo está girando ou que a pessoa está girando em relação ao mundo
• tonturas não giratórias são como “perda da firmeza do corpo”, ou seja: desequilíbrios, sensação de queda ou pendência do corpo para um lado, tentar e não conseguir andar em linha reta, instabilidades, perda de controle sobre o simples ato de andar, até dentro de casa
• frequentemente durante a crise pode-se sentir náuseas e por vezes vômitos
• suor frio e batedeira no coração
• muitas vezes quedas, com perigo de ferimentos
• dependência de familiares para pequenos deslocamentos e medo extremo de sair de casa

Alguns pacientes apresentam associações com perdas auditivas, zumbidos nos ouvidos, dores de cabeça, entre outros sintomas e sinais possíveis de acontecer ao mesmo tempo ou durante a evolução do problema.

O diagnóstico preciso do que realmente pode estar acontecendo é através de uma consulta com o médico Otorrinolaringologista. Frequentemente uma boa consulta detalhada é o suficiente para o direcionamento da causa. Exames complementares podem ser úteis, como exames de sangue, audiometria/impedanciometria, exame otoneurológico (diversos tipos), tomografia, ressonância nuclear magnética etc.

O tratamento irá depender da causa diagnosticada, mas muitas vezes podemos agir de modo geral, ou seja, ajudar quase todos os tipos de labirintites. E é aí que entra a alimentação.

Vejam as dicas da alimentação para amenizar os sintomas da labirintite:

• evitar café, sendo aceitável o máximo de três xícaras pequenas por dia (pode-se tomar os descafeinados livremente)
• evitar chá mate ou chá preto (pode-se tomar chá de erva doce, camomila, capim cidreira)
• evitar refrigerantes: todos, inclusive diet ou light
• evitar excesso de chocolate
• durante as crises, evitar de todas as formas a ingestão de álcool
• evitar o excesso de sal
• evitar totalmente qualquer tipo de açúcar livre (que é o açúcar que “enxergamos”)
• evitar carboidratos de alto índice glicêmico, como doces, pão branco, mel, batata, farinha branca etc
• evitar períodos de jejum prolongado, alimentando-se sempre de 3/3 horas
• manter sempre uma dieta balanceada e “colorida”
• tomar sempre diversos tipos de chás de ervas e chá verde
• comer diariamente 1 castanha do Pará ou amêndoa ou nozes

A alimentação interfere muito na labirintite. Então devemos tornar a alimentação uma grande aliada, não somente de uma vida saudável, mas também de um equilíbrio melhor. Recomendo, ao pé da letra, um bom apetite. Na dúvida nunca deixe de consultar um médico otorrinolaringologista.

• evitar café (pode tomar os descafeinados)
• evitar chá mate ou chá preto (pode tomar chá de erva doce, camomila, capim cidreira)
• evitar refrigerantes, todos, inclusive diet ou light
• evitar chocolate
• evitar de todas as formas a ingestão de álcool
• evitar o excesso de sal
• evitar o açúcar livre (que é o açúcar que “enxergamos”)
• evitar períodos de jejum prolongado, alimentando-se sempre de 3/3 horas
• manter sempre uma dieta balanceada e “colorida”
• evitar carboidratos de alto índice glicêmico, como doces, pão branco, mel, batata, farinha branca, etc
• tomar sempre diversos tipos de chás de ervas e chá verde
• comer diariamente 1 castanha-do-pará ou amêndoa ou nozes

A alimentação interfere muito na labirintite e devemos torna-la uma aliada, não somente de uma vida saudável, mas também de um equilíbrio melhor! Na dúvida nunca esqueça de consultar um médico Otorrinolaringologista.

Chris Flores

Sobre o autor

Dr. Jamal Azzam

Dr. Jamal Azzam

Jamal Sobhi Azzam é médico formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1986 e especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

1 comentário

Clique aqui para deixar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.